Aleixo Belov

Viagens realizadas

Antes de dar as três voltas ao mundo em solitário a bordo do veleiro Três Marias, e construir o Veleiro Escola Fraternidade, com o qual pretende levar, pelo mar, jovens brasileiros para conhecer a sua arte, Aleixo Belov fez varias viagens:

  • Emigrou da Itália para o Rio de Janeiro logo após o fim da segunda guerra mundial a bordo do navio de transporte de tropas General Holbruck.
  • Veio do Rio de Janeiro para Salvador, alojado debaixo da lona, no convés do navio Campo Sales, ainda aos seis anos de idade.
  • Aos 20 anos, foi de Salvador para São Francisco de Assis, a bordo do saveiro Vendaval. Uma viagem de apenas 40 milhas, onde conheceu de perto o desconforto do enjôo após comer charque com pirão do escaldado.
  • Aos 22 anos, pescou de mergulho em canoa a remo e vela, durante 16 dias entre Porto Seguro e Santa Cruz de Cabralia. Foi neste período que, apaixonado pelo mar, sofreu uma transcendência e tomou a decisão de dar a volta ao mundo num barco a vela. Não sabia navegar, nunca tinha içado um pano, não tinha barco nem dinheiro, mas só depois ficou sabendo que tinha o principal. Tinha o Sonho.
  • Dos 23 aos 27 anos, fez umas 10 pequenas viagens a bordo da escuna de três mastros Santa Cruz, de Lev Smarcevsky, para Cajaiba do Sul, Camamú, Valença, Cairú e outros.
  • Dos 23 aos 24 anos foi de Salvador a Praia do Forte no barco da marinha abastecer o farol de Garcia d’Avila. Na Corveta Ipiranga, foi praticar navegação astronômica e abastecer o Farol de Abrolhos, voltando a Salvador. Depois, ainda praticando navegação astronômica, foi na Corveta Ipiranga, de Salvador ao Rio de Janeiro.
  • Aos 26 anos, já capitão amador, assumiu a função de encarregado de navegação a bordo da escuna de três mastros Santa Cruz, de 24,60m, sob o comando de Lev Smarcevsky, numa viagem que pretendia ser de volta ao mundo. Foi de Salvador ao Caribe, depois até Porto Rico, passando por mais de 10 ilhas.
  • Aos 27 anos, desembarcou do Santa Cruz em San Juan de Porto Rico, para embarcar no Ariels, escuna de bandeira inglesa, com 28m, e 13 pessoas de 8 nacionalidades a bordo, fazendo Porto Rico, Bermudas, Assores, Gibraltar, Alicante, Ilhas Baleares até Canes, Na França.
  • Aos 28 anos, fez de Salvador ao Rio de Janeiro a bordo do Cruz Mar, uma escuna de três mastros construída em Camamú e tripulada por marinheiros de Cajaiba do Sul e outros do Rio de Janeiro. Durante um temporal em frente ao Cabo São Tomé, a escuna, por falta de estrutura, rangia que metia medo e o comandante falando pelo radio dizia, “rezem por nos”. Terminamos chegando bem.
  • Aos 29 anos, fez de Recife  a Salvador na escuna Maria Farinha, tendo no comando um velho e experiente mestre pernambucano, que sabia de cor todos os acidentes geográficos que iam aparecendo sem olhar as cartas.
  • Aos 30 anos, fez no mês de setembro uma viagem de Salvador a Cape Town, (África do Sul) a bordo do veleiro francês de regatas Concorde. Pegou vários temporais, rasgou até uma vela já remendada, mas chegou bem. Foi nesta viagem em que participaram apenas duas pessoas, Pierre Chassin o comandante e Aleixo belov o tripulante, em que sempre um trabalhava enquanto o outro dormia, que descobriu que podia perfeitamente levar o barco sozinho. Foi nesta viagem que tomou a decisão de que daria a volta ao mundo, sim, mas era em solitário. Descobriu que era mais fácil levar o barco sozinho que administrar as intrigas a bordo.
  • Aos 33 anos, foi de Salvador para o Rio de Janeiro com Oleg Belly, a bordo do Kotik. Descobriu uma nova maneira de navegar, calma e descontraída, ouvindo muita música, o barco saindo do rumo sem ninguém ligar, mas chegando sem problemas.
  • Aos 34 anos iniciou a construção do veleiro Três Marias. Três anos depois ele foi lançado na água e correu todas as regatas da temporada só para testar, e foi aprovado.
  • Aos 37 anos, saiu a bordo do Três Marias em 16/03/80 para dar a primeira volta ao mundo em solitário. Percorreu 25.785 milhas (via Panamá, Oceano Pacífico, Oceano Índico Sul e Cabo da Boa Esperança). Visitou 16 portos, e voltou em 23/05/81. Recebeu o diploma da Marinha do Brasil, de ter sido o primeiro navegador a dar em solitário, uma volta ao mundo com veleiro de bandeira brasileira.
  • Aos 43 anos, saiu a bordo do Três Marias em 15/03/86  para dar a segunda volta ao mundo em solitário. Percorreu desta vez 29.741 milhas (via Panamá, Oceano Pacífico, Oceano Índico Norte, Mar Vermelho e Mar Mediterrâneo). Visitou 47 portos em 21 meses e voltou em 19/12/87.
  • Aos 48 anos, saiu de Ushuaia a bordo do Kotic 2, comandado por Oleg Belly, para Port Williams, Toro, Cabo Horn, atravessar o Drake e chegar na Antártida onde parou em pelo menos 10 ancoradouros antes de voltar a Ushuaia. A viagem durou ao todo aproximadamente 45 dias.
  • Aos 57 anos, saiu em 23/09/2000 a bordo do Três Marias para dar a terceira volta ao mundo em solitário. Percorreu 27.427 milhas ( via Panamá, Marquisas, Hawai, Austrália, Indonésia, Mauritius, Reunion, Durban, Por Elizabeth, Cape Town e Salvador). Visitou 20 portos em 17 meses e voltou em 02/03/2002. Durante esta viagem começou a pensar e projetar o seu novo barco que iria construir, um veleiro escola, onde poderia transmitir a um grupo de jovens brasileiros, o que aprendeu pelos caminhos do mundo. Não queria que estes conhecimentos se perdessem.
  • Aos 64 anos, fez uma viajem de Carmelo, Uruguay a Salvador e outra do Caribe a Rockland, EEUU, a bordo do Kotic 2, com Oleg Belly. Também velejou depois entre Rocland e a costa do Maine, quase no Canadá, no mesmo Kotic 2.
  • Aos 65 aos, fez Miami- Nassau, ida e volta de navio.
  • Aos 66 anos fez varias viagens testando o Fraternidade, para Camamu, varias vezes para Garapuá, Morro e uma ida e volta para Fernando de Noronha.